"O meu host dad levava-me à praia todos os fins-de-semana!" A Rita na Austrália



A Austrália não foi a primeira opção da Rita Patrício. Ao início, queria ir para o Canadá mas, devido às restrições relativamente à idade desse programa de intercâmbio, a Rita decidiu procurar outras opções. Foi aí que surgiu a Multiway com muitas outras opções, incluindo a Austrália. “Era um destino que nunca me tinha passado pela cabeça mas assim que me sugeriram nem pensei duas vezes, Austrália seria!”. E assim foi! No dia 1 de Julho de 2013, a Rita apanhou o avião com direção a Gold Coast, Austrália, e por lá ficou durante um ano.


"A língua inglesa, as praias intermináveis, a cultura do surf e a distância ao meu país (que representava mais um desafio) foram alguns dos motivos que me fizeram escolher este país tão incrível. Se pudesse voltar atrás não mudaria nada!

Uma pergunta que me fazem muitas vezes: eras uma típica estudante australiana? Não! Na verdade, não era, e ainda bem! Basta pensarmos no nosso dia-a-dia em Portugal. Saímos de manhã, vamos para as aulas, depois podemos ir beber um café com os amigos mas mais nada. O mesmo se passa na Austrália; o típico estudante australiano tem uma vida bastante “normal”. Os alunos internacionais têm uma vontade enorme de conhecer mais e aproveitar mais e, por isso, não se contentam com o típico dia-a-dia. Depois das aulas há sempre vontade de fazer algum programa diferente, de ir visitar um sítio novo, de ir surfar para uma praia que ainda não conhecem… Essa era a minha rotina, aproveitar todos os dias ao máximo como se fossem o último!


Muitas vezes acordava mais cedo para ver o nascer do sol na praia (uma coisa muita engraçada na Austrália é que o sol nasce no mar). Levávamos skates, bicicletas, pranchas de surf e uns snacks e aproveitávamos a manhã da melhor maneira.

Depois era hora de ir para escola. A escola na Austrália é muito diferente da nossa. Muito mais descontraída e sem a pressão que nos impõem em Portugal, em grande parte dos casos, no secundário e com um ensino muito mais prático. O inglês e a matemática eram cadeiras obrigatórias mas era-nos possível escolher um de três níveis que poderíamos frequentar. Desta forma, os alunos não se sentiam frustrados por ser demasiado fácil ou por não serem capazes de acompanhar a matéria. De resto temos uma enorme liberdade de escolher as disciplinas. Eu escolhi Business, Culinária, Fotografia e Marine and Aquatic Practices. Esta ultima foi especialmente interessante. Nos primeiros três meses estudámos pesca. Na primeira aula da semana construíamos a nossa própria cana de pesca e na outra aula íamos pescar. Nos últimos três meses dedicámo-nos à vela. Todas as semanas tínhamos a oportunidade de ir velejar para um creek incrível.




A escola não é, de facto, muito exigente. Temos alguns trabalhos para entregar e testes no final de cada período mas é um ensino tão prático que sinto que aprendi imenso nesses meses.
Na Gold Coast todas as escolas têm farda obrigatória. Pode parecer chato de início, mas eu habituei-me rapidamente e hoje em dia acho que é uma excelente opção! Alguns dias eram livres e os alunos vestiam as roupas mais espalhafatosas como onesies de unicórnio ou koala. Têm realmente uma cultura muito descontraída. Cada um veste-se à sua maneira, uns mais arranjados, outros mais desleixados mas ninguém julga ninguém.

Outra coisa que adorava na escola eram as manhãs de quarta-feira quando, se pertencêssemos ao club de surf, nos levavam para uma praia diferente e aproveitávamos a manhã a surfar.

Para além do surf, a escola oferecia muitas outras atividades como futebol, rugby, ténis, basquetebol, etc. que os fãs de desporto adoravam. São imensas as áreas que se podem desenvolver numa típica escola australiana e é ótimo ver os alunos a aderirem às atividades de forma tão ativa e terem a possibilidade de melhorarem as suas áreas de interesse.

Um aspeto muito importante da experiência de intercâmbio é a família de acolhimento. É uma das coisas mais interessantes e desafiantes do programa aprender a viver como parte de uma família que não é realmente a nossa. Sou uma apaixonada por viagens e acho que viajar é bom de qualquer maneira, mas fazer parte de uma família local fez-me perceber a diferença entre “visitar” e “viver”. Senti-me realmente como uma australiana. Tenho muito que agradecer porque tive a maior das sortes com a minha família. Um casal amoroso e dois filhos com idades parecidas com a minha. A vergonha inicial passou rapidamente e a família foi ótima a fazer-me sentir em casa. Tratavam-me como mais uma filha. Mostraram-me sítios incríveis na Austrália, fomos acampar a Byron Bay, ficámos num backpacker Sydney e fomos a Cairns, onde fiz mergulho na grande barreira de coral. O meu host dad levava-me à praia todos os fins-de-semana para fazer surf e andar de skate e a minha host mother ajudava-me em tudo da escola, preparava-me os melhores petiscos australianos e levava-me a passear várias vezes.


Ter uma experiência destas fora é mesmo indescritível. Ficam sempre histórias para contar e o que se sente não é fácil de descrever. Só percebe quem vive. O medo é normal e muito saudável, mas não pode ser uma barreira a uma experiência como estas. As saudades existem e de vez em quando estão bem presentes, mas há pouco tempo para elas e são tão pequeninas quando comparadas ao que se ganha. Estou muito agradecida por ter tido a oportunidade de, através da Multiway, viver seis meses inesquecíveis na Austrália, e só posso recomendar a todos os jovens que arrisquem e mudem um bocadinho as suas vidas. Não há, de certeza, espaço para arrependimentos.

Este testemunho foi publicado no Blog da Gap Year, aqui!

Se quiseres ter uma aventura apaixonante na Austrália ao mesmo tempo que fazes um ano académico, contacta a MultiWay. Além da Austrália, a MultiWay tem outros países à escolha, como os Estados Unidos, Canadá, etc

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