"Um ano de pura felicidade nos Estados Unidos" - A Carlota como Au Pair



Chamo-me Carlota Napierala e tenho 22 anos de idade.
Participei no programa AuPair de Setembro de 2008 a Setembro de 2010.

Quando me inscrevi no programa já tinha uma família destinada, pois a minha irmã participou no programa durante dois anos e esteve na família para a qual eu fui.

Foi uma experiência magnífica tanto a nível pessoal como profissional e nunca me esquecerei de todos os momentos que me foram proporcionados.

Desde o momento que acabei o secundário, não conseguia parar de pensar na minha ida para os Estados Unidos da América. Passei o verão inteiro a trabalhar como baby-sitter e duas semanas foi o tempo que tive para estar com a família e amigos antes de partir para esta aventura.
A primeira semana foi passada em Nove Iorque num workshop sobre crianças e sobre todo o trabalho que iríamos realizar como AuPair. No workshop tive oportunidade de conhecer AuPairs vindas de um enorme número de diferentes países, o que foi fantástico para sentirmos que não estamos sozinhas nesta experiência. Tive imensa sorte de ter ido com mais uma portuguesa e na escala que fizemos na Alemanha, conhecemos uma alemã e uma francesa. A minha colega de quarto era do Japão. Ao longo destes dias conhecemos Nove Iorque no nosso tempo livre. Estava muito empolgada por estar a conhecer um país no qual nunca tinha estado e por sentir que este era apenas o começo. No final da semana (que passou a correr) trocámos e-mails entre nós para nos podermos ir comunicando.


No dia em que fomos para as famílias, sentia-me bastante ansiosa e desejosa por conhecer a minha “nova família” e a zona onde eles moram (Virginia Beach, Virginia). Ao aeroporto, foram-me buscar a Susan (mãe) e o Jack, que na altura tinha 3 anos de idade. O pai e o Will, de um ano, estavam no restaurante à nossa espera. No restaurante encontrava-se também um casal muito amigo da família. Lembro-me deste dia como se tivesse sido ontem. Eu estava tão feliz.

Sinto que a minha adaptação à família foi difícil em certos pontos, mas passado uns quatro meses, já estava completamente à vontade. Naquilo que tive mais dificuldades em adaptar-me foi ao horário de jantar e ao facto de a família ser apenas composta por quatro elementos, pois sou de uma família grande e não estava habituada ao sossego no qual a família vive.

O meu inglês melhorou bastante ao longo de dois anos, mas inicialmente tive de fazer um enorme esforço para tentar perceber as coisas. Tive situações engraçadas em que a Susan me pedia para fazer coisas que pela minha interpretação eram outras. Vi muita televisão com legendas em inglês e lia muitos livros ao Jack e ao Will para ganhar cada vez mais vocabulário. Os meus primeiros dois meses foram fantásticos. Estava a conhecer uma outra cultura e tudo para mim era novidade.


Não tive muita sorte com a conselheira que me seguiu inicialmente, o que não ajudou em nada a minha adaptação. Passei por um “home-sick” ao fim de dois/ três meses após a minha chegada aos Estados Unidos. Senti-me sozinha, mesmo tendo por perto a família e alguns amigos que eram também amigos da minha irmã. Durante esta fase, havia dias em que me acordava bastante feliz e dias em que sentia completamente o oposto.

Quando comecei a ir à escola e a conhecer mais pessoas, comecei a sair regularmente e isso ajudou-me não só a inserir-me na sociedade como na cultura. Sentia-me como “nova”.
Inicialmente, participava muito nas atividades familiares fora do horário de trabalho e, conforme ia tendo mais amigos, fui dando cada vez mais espaço à família.

A família Murphy fez-me sentir como se fosse uma irmã mais velha para o Jack e o Will. Senti-me bastante integrada na família e respeitamo-nos mutuamente. Tanto a mãe como o pai eram bastante flexíveis e honestos, super ocupados com os seus trabalhos, mas muito atentos ao que os rodeia.

No meu primeiro ano, o Jack tinha escola todos os dias de manhã e o Will estava sempre comigo. O Will ainda dormia sesta depois de almoço e no segundo ano ano já não, tendo igualmente escola mas só três dias por semana. Durante a tarde fizemos sempre tudo o que se possa imaginar de divertido para crianças, desde ir a museus, parques de baloiços a ficar em casa para brincar. À medida que fui conhecendo outras AuPairs na zona, fomos combinando “play-dates” e proporcionávamos às crianças tardes de inteira diversão umas com as outras enquanto nós mesmas ficávamos felicíssimas de os ver alegres.


Em dois anos nos Estados Unidos da América tive oportunidade de conhecer outras cidades e estados tais como: Chicago (Illinois), Washington D.C., Alabama, DisneyWorld em Orlando, Florida, Miami, Carolina do Norte, Philadelphia, Delaware e fui conhecer as Bahamas nas férias. No natal tive oportunidade de estar com família do meu pai que vive em Chicago e, no natal do segundo ano vim a Portugal.

Durante a minha estadia conheci pessoas dos quatro cantos do mundo. A cultura americana tem uma quantia imensa de nacionalidades e costumes das várias culturas do mundo.

Tenho imensas saudades de todas as atividades que costumávamos realizar com as crianças, principalmente deles mesmo! O último dia que passei com eles custou-me muito, mesmo sabendo que estava a voltar para a minha família de origem.

Gosto muito de viajar e conhecer novas culturas. Amei ter sido AuPair pelo facto de, entre outras coisas, ter morado numa família americana e de ter melhorado o meu inglês.

Aconselho vivamente a todas as pessoas novas que gostem bastante de trabalhar com crianças a participar no programa.

Carlota Napierala"

Mais um artigo sobre a MultiWay no blog da Gap Year Portugal.

E para mais informações sobre o Programa Au-Pair consulta o nosso site e a Página de Facebook para Au-Pairs

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